O leite me faz mal

Intolerância à Lactose

O leite é um alimento básico da dieta, especialmente para as crianças. Graças a ele e a seus derivados obtemos o aporte mais importante de cálcio para o organismo. Entretanto, cerca da metade da população mundial não pode desfrutar de seus benefícios devido a algum grau de rejeição aos laticínios.

A incapacidade do organismo para processar o açúcar que o leite contém, chama-se “intolerância a lactose”.

A razão para que o corpo não consiga processar a lactose é a falta de uma enzima produzida pelo organismo e que “digere” este açúcar.

Como conseqüência, entre meia e duas horas após o consumo do leite ou seus derivados, se apresentam os sintomas da intolerância: diarréia, inchaço, náuseas, gases e cãimbras estomacais.

Não ao leite, sim ao cálcio

Entretanto, a intolerância a lactose não se manifesta igualmente em todos os pacientes.

Às vezes, pequenas quantidades de leite bastam para produzir as reações e, em outras ocasiões, os incômodos manifestam-se com ingestas maiores ou só frente a certos produtos lácticos.

A nutricionista da Associação Chilena de Segurança (ACHS), Ernestina Yánez, explica que o momento de ir ao médico é quando a ingestão de um produto láctico está relacionada com algum dos sintomas descritos.

A especialista esclarece que atualmente a intolerância a lactose não causa transtornos importantes na dieta das pessoas, devido a que existem outros produtos por meio dos quais é possível se obter o aporte necessário de cálcio: legumes, gema de ovo, algumas verduras e frutas (agrião, figo seco, amêndoa, cebola…)

Além disso existem outras alternativas para substituir o leite em nossa dieta. Por exemplo, o leite de soja é comercializado atualmente e sem necessidade de prescrição médica.

Por quê?

Os pesquisadores estudam as razões que originam a deficiência do organismo em produzir a enzima responsável para processar o leite.

Acredita-se que entre os motivos estão:

- Lesões no intestino e algumas doenças digestivas que diminuem os níveis da enzima.

- Causas genéticas (a intolerância a lactose é mais freqüentemente encontrada nos asiáticos, negros e indígenas norte-americanos e mexicanos.)

Diagnóstico:

Para diagnosticar um problema de intolerância a lactose, a comunidade médica utiliza três métodos:

- Teste de intolerância a lactose: o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, durante as horas seguintes, amostras de sangue do paciente indicam os níveis de glicose.

- Teste de hidrogênio na respiração: se toma uma bebida com uma alta quantidade de lactose e se analisa o hálito de tempo a tempo. Se o nível de hidrogênio aumentar significa um processamento incorreto da lactose no organismo.

- Teste de acidez nas fezes: quando a lactose não é bem digerida, são produzidos ácidos que podem ser detectados nas fezes.

Escondida entre a multidão

As pessoas que têm um alto nível de intolerância a lactose devem prestar atenção aos alimentos que, mesmo que em concentrações baixas, contenham lactose. Alguns são:

- batatas, sopas e desjejuns instantâneos
- temperos para as saladas
- balas e outros doces
- misturas para bolos e biscoitos
- adoçantes dietéticos em formato de comprimidos.

Autor: Jornalista Miguel Valdívia, especial para a Saúde na Internet
Fonte consultada: Dra Ernestina Yánez – Nutricionista da Associação Chilena de Segurança (ACHS)

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A cólica ataca novamente!

Choro estridente, barriga dura e pernas encolhidas. É a terrível cólica que está chegando! Até o terceiro mês de vida um grande número de bebês vive momentos de crise.

- Colo, carinho e massagem
- A viagem da alimentação
- Choro com hora marcada

Em geral os bebês saem da maternidade muito calminhos. Dormem quase todo o tempo, não dão o menor trabalho. Mas dias depois se põem a berrar deixando suas mães extremamente aflitas. A cólica atinge a maioria dos recém-nascidos a partir do 14º dia de vida e, geralmente, se estende até os 3 meses. Pode variar a intensidade e a duração. O motivo de manifestar-se depois desse período ainda é desconhecido, mas uma explicação pode ser a imaturidade dos órgãos digestivos do pequeno.

Colo, carinho e massagem
Identificar o problema, a princípio, é difícil. Mas com alguns dias, já é possível distinguir os sintomas. A primeira característica é um choro intenso com pequenas pausas. De repente diminui e a criança se acalma inesperadamente. Em geral, esse quadro apresenta-se durante a amamentação, ou alguns minutos depois. Observe seu bebê enquanto isso acontece. A barriga dele provavelmente está dura e as pernas encolhidas. Esses são os indícios da cólica.

Quando são fracas, podem durar aproximadamente 5 minutos. Tente tranqüilizar seu filho. Faça massagens com movimentos leves e circulares sobre a barriga dele. Aos poucos ele se acalma e dorme. Se a dor for muito intensa, o pequeno chora muito e ingere mais ar, o que pode piorar a cólica. Nesse caso, nem sempre a massagem alivia e aí é preciso medicar. Ligue para o pediatra e peça uma orientação.

A viagem da alimentação
A cólica não é uma doença. É um incômodo generalizado e habitual que provoca uma sensação desagradável. Ocorre porque todo o organismo e, principalmente, o aparelho digestivo ainda está em desenvolvimento. Nas primeiras semanas de vida ele recebe menor quantidade de alimentos.

Quando o recém-nascido mama, ingere ar, propiciando um aumento da dor. Pela imaturidade dos órgãos, algumas etapas da digestão deixam de ser cumpridas. Como não há mastigação, o alimento não se mistura à saliva, repleta de enzimas que cumprem o papel de preparar a comida até que ela chegue ao estômago.

Neste órgão, o leite fica armazenado por muito tempo. E aí acontece o “reflexo gastro cólico”, aquele barulho que ouvimos durante a digestão: é o leite passando rapidamente do estômago para o intestino. Em crianças maiores e adultos, essa é a etapa em que o bolo alimentar é preparado com ácido clorídrico para depois passar para o intestino, onde outras enzimas farão seu trabalho.

Choro com hora marcada
O bebê ainda não é capaz de completar esse processo. Como a capacidade do estômago é bem maior que a do intestino, este se distende, provocando dor. Por isso, o bebê chora intensamente. Depois de alguns minutos, porém, a cólica melhora. À medida que o alimento vai sendo eliminado a dor diminui.

No decorrer do dia seu filho pode ter mais de uma indisposição como essa. Contudo, existe um horário mais propício para as crises: no fim da tarde, porque a criança está mais tensa e agitada. Nesses momentos ofereça a chupeta. Com movimentos de sucção ela pode aliviar a ansiedade e a tensão.

Autor: Leonardo Posternak
O dr. Leonardo Posternak é médico pediatra, membro do Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein. Co-autor do livro E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos, Editora Best

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Alergia e intolerância ao leite de vaca

O leite materno, sem dúvida, é a melhor opção para a alimentação de lactentes. É o melhor alimento para o lactente até pelo menos aos seis meses de vida, não sendo necessária nem a suplementação com outros alimentos. Depois, pode-se introduzir alimentos apropriados para a idade, sólidos ou líquidos, com a continuação do aleitamento materno.

As vantagens do aleitamento materno são indiscutíveis, incluindo as imunológicas, nutricionais, fisiológicas, odontológicas, e psicológicas.

Este texto tem o objetivo de ajudar no esclarecimento de alguns informações importantes para as pessoas interessadas pelos problemas que a intolerância à lactose e a alergia às proteínas do leite podem trazer para a saúde humana.

O que é alergia à proteínas do leite?

A alergia às proteínas envolve princípios completamente diferentes da intolerância à lactose. Não existe alergia à lactose, pois, sendo um açúcar, a lactose não apresenta alergenicidade. Diversas proteínas podem causar alergia, incluindo as do leite, do ovo, do trigo e do amendoim, dentre outras. Entretanto as proteínas do leite e as do ovo são as que causam maiores problemas às crianças de pouca idade.

Nas proteínas do leite existem mais de 30 sítios alergênicos, que podem causar problemas. O que ocorre na alergia é a produção de grandes quantidades de imunoglobulinas contra os sítios alergênicos, causando reações as mais diversas.

No caso da alergia, é muito difícil mudar os sítios ativos das proteínas, tornando-os inativos. A melhor forma é eliminar da alimentação as proteínas que contêm os sítios alergênicos ativos. Em alguns casos, ocorre também o que se chama de alergia cruzada, ou seja, os sítios alergênicos ocorrem também em proteínas de outros alimentos, além do leite de vaca.

A alergia verdadeira é uma reação envolvendo o sistema imunológico do corpo, com formação de anticorpos nas células brancas do sangue. O sistema imunológico combate os invasores estranhos ao corpo usando os anticorpos. Quando esses invasores são bactérias e vírus perigosos, a resposta imunológica é necessária e desejável. No caso da alergia às proteínas do leite, por outro lado, a resposta imunológica seria desnecessária, além de causar diversos problemas.

Como ocorre a intolerância à lactose ?

A intolerância à lactose ocorre devido à inabilidade para digerir quantidades significativas do açúcar do leite, a lactose. Esta inabilidade resulta da falta de quantidade suficiente de uma enzima (lactase) no interior das vilosidades do intestino (dobras internas do intestino). Este problema ocorre com cerca de 25% dos brasileiros.

Nestes casos, as pessoas não podem consumir a lactose, pois ela não é hidrolisada pela enzima lactase chegando-se à glicose e à galactose (seus constituintes). Em conseqüência não consegue atravessar a parede intestinal para ir para a corrente sangüínea.

A lactose, então, continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido lático e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica e drena água do corpo, causando a diarréia ácida e gasosa.

A intolerância à lactose não envolve o sistema imunológico e os problemas são causados pela inabilidade de digestão da lactose. A intolerância à lactose só apresenta os sintomas de dores abdominais, diarréia ácida e gases.

O que causa a alergia ?

A alergia é causada em crianças por proteínas que não existem normalmente no leite humano e que são introduzidas na nova alimentação do bebê. As proteínas do leite mais envolvidas na alergia são as caseínas, a beta-lactoglobulina e a alfa-lactoalbumina. A alergia verdadeira é causada pelas imunoglobulinas E (IgE), em resposta à presença destas proteínas consideradas como antigênicas pelo sistema imunológico das crianças. A IgE causa liberação de substâncias vaso-ativas por alguns tipos de células, que causam problemas.

O uso exclusivo do leite humano até aos seis meses de vida, reduz significantemente a incidência cumulativa de alergia ao leite de vaca, durante os primeiros 18 meses de vida.

É muito comum a alergia às proteínas do leite ?

A alergia ao leite de vaca é uma das alergias mais comuns em crianças, talvez porque o leite de vaca usualmente é o veículo para a primeira proteína estranha ser introduzida no estômago das crianças.

É muito difícil apresentar um número preciso da ocorrência da alergia do leite, mas estima-se que cerca de 0,3 a 7,5 % dos infantes apresentam alergia verdadeira às proteínas do leite, dependendo dos critérios de diagnóstico das reações apresentadas pelos pacientes. Quando métodos de diagnóstico mais restritos são empregados, a ocorrência em crianças fica em torno de 1 a 2 %.

Nos adultos, a alergia pode ser considerada rara, parecendo ser mais comum em mulheres. Entretanto, pessoas de todas as idades podem apresentar alergia às proteínas do leite de vaca pela primeira vez, desde a adolescência até a idade adulta.

Embora o leite de vaca esteja implicado com problemas de alergia, cerca de 50% das crianças apresentam alergia simultânea às proteínas de outros alimentos, incluindo ovos, soja, amendoim, achocolatados, laranja, peixes e trigo. Cerca de 50 a 80 % das crianças que apresentam alergia ao leite também podem apresentar alergia a inalantes alergênicos, como pólen, pêlos (de gato por exemplo), mofo, poeira de carpetes etc.

Por que a prevalescência da alergia ao leite é maior na infância?

A alergia surge basicamente devido a dois fatores: predisposição genética (do pai ou da mãe) e introdução de alimentos potencialmente alergênicos antes dos seis meses de vida.

Quando nascem, os bebês têm um sistema imunológico imaturo e dependem muito dos anticorpos do leite da mãe. O sistema digestivo não está preparado para substâncias que não venham do leite da mãe. O fator principal que causa a alergia é a introdução precoce na alimentação de substâncias que causam alergias.

O risco é maior na infância, antes que os processos de adaptação e maturação aperfeiçoem as barreiras da parede intestinal. A incidência é maior em crianças que consumiram leite (que não o humano) muito cedo, talvez antes de três a quatro meses de vida, e aqueles que têm história de alergias na família. Menos exposição aos alimentos potencialmente alergênicos reduz as chances de alergias.

As reações alérgicas ocorrem menos quando o leite de vaca é introduzido na alimentação após os seis meses de vida. A alergia está relacionada com a permeabilidade do intestino delgado a proteínas (ou peptídeos alergênicos) durante os primeiros meses de vida. Pequenas quantidades de proteínas dos alimentos podem ainda ser absorvidas através do intestino, durante a infância, e provocar alergias.

Quais são os sintomas da alergia ao leite ?

Diagnosticar alergia às proteínas dos alimentos requer muitas análises por parte dos médicos. A alergia pode ocorrer em mais de um alimento e os sintomas são os mais diversos. Isto torna difícil distinguir se os sintomas são devidos à alergia ao alimento ou a outros problemas.

Os sintomas da alergia podem ser classificados em seis tipos:

Sistema Gastrointestinal

Sistema Respiratório

Olhos

Cólica

Vômito

Diarréia

Sangue nas fezes

Constipação

Gases

Colite

Náusea

Nariz escorrendo

Espirros

Tosse

Asma

Congestão

Bronquite

Coceira no nariz

Sintomas de gripe

Respiração pela boca

Respiração difícil

Olhos lacrimejantes

Olhos vermelhos

Círculos escuros

Coceira

Conjuntivite

Sistema Nervoso Central Pele Outros sintomas

Irritabilidade

Perda de sono

Tontura prolongada

Cansaço

Eczema

Dermatite

Urticária

Vermelhidão

Vermelhidão no reto

Coceira

Inchamento dos lábios, boca, língua e garganta

Infeção no ouvido

Perda de peso

Suar em excesso

Baixo rendimento escolar

Dificuldade de convivência

Depressão

Choque anafilático

Geralmente, mais de um sistema do corpo estão envolvidos nas reações alérgicas. Os sintomas gastrointestinais são os mais comuns. Como pode ser observado, as reações realmente são muito diversas, dependendo de cada caso. Os sintomas da alergia podem surgir imediatamente ou até várias horas ou dias após a ingestão do alimento.

Tipo 1 – Os sintomas iniciam dentro de 45 minutos da ingestão de pequenas quantidades do alimento, causando principalmente problemas na pele, eczema e urticária. Pode também apresentar problemas respiratórios (nariz escorrendo, chiado etc.) ou gastrointestinais (vômito e diarréia). Estas crianças normalmente têm concentração de IgE elevada.

Tipo 2
– Os sintomas iniciam diversas horas após a ingestão, Apresentando, principalmente,sintomas de vômito e diarréia.

Tipo 3
– Os sintomas aparecem depois de 20 horas, ou até mesmo dias, após a ingestão,incluindo diarréia, com ou sem reações respiratórias ou na pele.

A alergia que se manifesta rapidamente tende a ser facilmente diagnosticada e é detectada no teste da pele. Por outro lado, a alergia que se manifesta muito depois da ingestão não é facilmente diagnosticada e tende a produzir doenças crônicas que. às vezes, não são relacionadas facilmente com sua causa.

O diagnóstico preciso, feito por um profissional, é essencial para que a causa seja determinada.

Qual é o tratamento para a alergia ao leite?

Quando uma criança apresenta sintomas de alergia a proteínas do leite, pode-se tomar diversas decisões, dependendo da gravidade do caso. Em crianças com poucos meses de vida, é muito difícil tomar decisões mais arriscadas (como experimentar outros alimentos), devido ao grande risco de problemas mais graves. Se a criança estiver apresentando alergia ao leite materno é possível, sob supervisão médica, retirar todos os alimentos que contêm leite (leite, queijos, iogurte, etc.) da alimentação da mãe. Isto em razão de alguns segmentos de proteínas que tem sítios alergênicos ativos poderem estar passando para o leite materno. Neste caso, deve-se complementar a alimentação da mãe com produtos ricos em cálcio, em proteínas de boa qualidade, em vitaminas etc., para evitar outros problemas. Durante a gestação, não é necessário que a mãe faça restrição da dieta devido a possíveis problemas alérgicos futuros.

Quando a alergia for diagnosticada, o alimento que a está causando deve ser eliminado da alimentação da criança. É importante observar que, em alguns casos, a própria mãe pode estar consumindo as proteínas com sítios alergênicos, e passando-os para o próprio leite. Neste caso, deve-se eliminar estes produtos da alimentação da mãe. Esta é uma decisão muito séria e não deve ser tomada sem que haja uma certeza da causa do problema, pois o leite é um excelente alimento para as mães em lactação.

Se o leite de vaca na alimentação da mãe for o problema, a mãe deve ler os rótulos dos alimentos, pois mesmo uma pequena quantidade de proteínas do leite pode causar problemas. Produtos como margarina, biscoitos, produtos de confeitarias, carne processada (salame, cachorro quente) etc., podem conter leite. Se não houver melhoras, outras causas do problema devem ser investigadas pelo pediatra.

É importante que todos os sintomas e os alimentos consumidos sejam registrados em um livro próprio, incluindo a hora da ingestão e do aparecimento dos sintomas, para auxiliar os médicos na identificação dos alimentos envolvidos na alergia.

Se a retirada dos alimentos à base de leite da alimentação da mãe que está amamentando não resolver o problema, deve-se então tomar outras providências. Se a criança for muito nova, deve-se passar para um formulado onde todas as proteínas foram extensivamente hidrolisadas. Existem diversos produtos no mercado, incluindo o Alfare (Nestlé), Pregestimil (Mead Johnson), e Nutramigen (Mead Johnson), que são considerados hipoalergênicos (baixa probabilidade de provocar alergias), e podem ser encontrados em muitas farmácias. Entretanto, eles têm custo elevado e gosto desagradável. Mas têm grande probabilidade de resolver o problema de alergia na maioria dos casos.

A alergia ao leite pode ser prevenida ou postergada?

Em crianças com mais de cerca de 2 anos, se o pediatra recomendar, pode-se experimentar alguns alimentos por alguns dias, observando os sintomas com muito cuidado para evitar problemas mais graves. Se os sintomas aparecerem, deve-se interromper imediatamente a alimentação com estes produtos. A ordem que normalmente é usada é a seguinte:

- Primeiro, trocar o leite de vaca por leite de cabra, pois o leite de cabra apresenta uns dois ou três sítios alergênicos diferentes do leite de vaca. Se, por sorte, a reação alérgica for contra um destes sítios o problema está resolvido. As chances de sucesso são de cerca de 10%.

- Se o leite de cabra não resolver, tentar, então, o leite de soja. Este apresenta diferenças quando comparado ao leite de cabra e as chances da alergia acabar são maiores, estando em torno de 50 %. Neste caso, deve-se usar leite de soja enriquecido ou complementar a alimentação com sais minerais e vitaminas. O leite de soja pode ser uma opção para ser usada em crianças com reações alérgicas mediadas pela IgE, mas não pelas outras reações alérgicas.

- Caso o leite de soja não resolva o problema, pode-se tentar formulados de proteínas parcialmente hidrolisadas (Nan-HA, por exemplo), devido ao seu menor custo em relação aos formulados com proteínas extensivamente hidrolisadas. A alergenicidade do formulado com proteína parcialmente hidrolisada varia e, em muitos casos, as reações alérgicas podem não ser evitadas. Desta forma, os formulados com proteínas parcialmente hidrolisadas não deve ser experimentado em crianças de alto risco, com idade até de 12 meses, apresentando alergia à proteínas do leite. Alguns formulados com proteínas parcialmente hidrolisadas contêm lactose, devendo ser evitados por crianças com intolerância à lactose. Deve-se tomar muito cuidado com formulados com proteínas parcialmente hidrolisadas, pois vários casos de choque anafilático já ocorreram nos EUA com esse produto.

- Quando todos os produtos anteriores apresentarem problemas, pode-se usar os formulados com proteínas extensivamente hidrolisadas, pois eles apresentam poucos problemas de alergia, e têm sido usados com sucesso na maioria dos casos de alergia a proteínas.

- Finalmente, pode-se usar um formulado contendo um complexo de aminoácidos, que é recomendado para os casos extremos de alergia (Neocate).

Quais são os perigos de remover o leite de vaca da dieta?

A eliminação do leite e outros produtos de laticínios da dieta pode resultar em nutrição inadequada, a menos que substitutos apropriados sejam utilizados. Cerca de 70 % do cálcio da alimentação humana vêm do leite e de derivados. Além disso, o leite também contribui com proteínas de ótima qualidade, diversas vitaminas e energia.

As crianças geralmente deixam de ser alérgicas ao leite até cerca de seis anos. Neste caso, os produtos de laticínios devem ser tentativamente reintroduzidos na dieta a cada 6-12 meses, sob supervisão médica, para reduzir ao mínimo possível as restrições alimentares.

O leite pasteurizado homogeneizado é mais alergênico do que o leite cru?

Parece que não. As crianças com alergia às proteínas do leite de vaca mediadas por IgE apresentam a mesma reação ao leite cru e ao leite pasteurizado, homogeneizado ou não.

A alergia às proteínas pode desaparecer?

A maioria das crianças deixa de ser alérgicas ao leite: cerca de 60 % aos quatro anos e cerca de 80 % aos seis anos. Alguns pacientes podem ter as reações alérgicas por toda a vida. Se o leite for excluído da dieta por dois a três anos, a criança então tem cerca de 80 % de chances de tolerar leite em pequenas quantidades.

Em um estudo realizado no Canadá, em 97 crianças alérgicas às proteínas do leite (média de 18 meses de vida), reavaliados aos 5 anos, 72 % eram alérgicos aos dois anos, 46 % aos quatro anos, e 22 % aos seis anos. Somente 24% das crianças eram alérgicas somente às proteínas do leite. Os outros alimentos envolvidos na alergia foram ovo (58 % do total), soja (47%) e amendoim (34%).

As crianças que ficam alérgicas após os três anos de vida têm a tendência de se manter alérgicas por mais tempo. Estudos tem sugerido que, aproximadamente, um terço das crianças e adultos perdem a condição de alérgicos após evitarem os produtos de laticínios que causam a alergia por dois ou três anos. Entretanto, os pacientes com hipersensitividade a amendoim, nozes, peixes e crustáceos raramente perdem sua condição de alérgicos. Além disso, estes quatro alimentos é que causam a maioria das reações alérgicas que podem causar a morte por choque anafilático.

O tempo necessário para a alergia desaparecer depende da severidade da reação inicial. As crianças que apresentaram sintomas de reações sistêmicas geralmente deixam de ser alérgicas depois daquelas que apresentavam sintomas de urticária em volta da boca.

Como a alergia pode ser diagnosticada?

A alergia pode ser diagnosticada por intermédio de diversos testes, incluindo os seguintes:

1. Teste de supressão : Suspensão do leite de vaca da alimentação e observação do desaparecimento dos sintomas. Se após a reintrodução do leite ocorrer o reaparecimento dos sintomas, o problema é de alergia.

2. Teste de provocação cutânea: Consiste em colocar pequenas gotas de leite diluído em água no antebraço ou nas costas e fazer um pequeno arranhão com uma agulha (esterilizada) na pele através da gota, verificando a reação ocorrida. Este procedimento deve ser realizado por um médico especializado. A reação de inchaço e de brilho depois de 15 minutos indica que o paciente é alérgico ao leite. Este método tem sido usado para testar se alguns alimentos (leite de vaca, leite de cabra) e formulados (proteínas de soja, hidrolisado de proteínas, hidrolisado de caseína) apresentam reações alérgicas na pele. O controle negativo é feito com solução salina e o controle positivo é feito com histamina. O tamanho da reação com a histamina normalmente é de 5 mm.
Este teste é mais barato do que o teste do sangue e pode ser feito no gabinete do médico. Entretanto, o teste da pele pode apresentar resultados errôneos quando realizado em crianças com menos de 18 meses.
3. Teste de sangue (RAST, ou RadioAllergoSorbent): Uma pequena amostra de sangue é retirada e enviada para um laboratório especializado. Porém, este teste não é perfeito pois pode apresentar resultados falso positivos e falso negativos. Entretanto ele não causa riscos maiores para a criança e seria apropriado para crianças com história na família de reações alérgicas que podem causar choque anafilático.

Somente as reações ao leite que ocorrem após poucos minutos podem ser diagnosticadas com a da análise de sangue ou teste na pele, porque estes testes detectam a IgE que está envolvida na reação imediata. Cerca de 60% das reações ao leite são do tipo de reação tardia e, talvez, não apresentem resultados positivos nas análises de sangue ou pele.

Quais são os alimentos que podem causar alergia com mais freqüência?

O leite, ovo, crustáceos, peixes, nozes, trigo, frutas cítricas e amendoim são os alimentos que causam a maioria dos problemas de alergia. A alergia ao leite pode começar em qualquer idade, mas é mais comum em crianças com problemas de alergia na família. Felizmente, a alergia na maioria das crianças tende a diminuir ou desaparecer dos quatro aos seis anos.

Quais são os tipos de alimentos que uma criança comprovadamente alérgica pode consumir?

Antes de começar a oferecer à criança alérgica qualquer alimento diferente, é recomendável, por razões de segurança, que seja testada a antigenicidade do alimento. Pode-se utilizar um dos testes utilizados para determinar se o alimento pode causar alergias. Um formulado é chamado de “hipoalergênico” quando não causa sintomas alérgicos em pelo menos 90% de crianças comprovadamente alérgicas às proteínas do leite. Normalmente os seguintes tipos de fórmulas hipoalergênicas são utilizadas:

1) Fórmulas com caseína e proteínas do soro hidrolisadas;
2) Fórmulas com outras proteínas hidrolisadas (carne e soja);
3) Fórmula com proteína de soja;
4) Fórmulas com carne de frango triturada;
5) Fórmula completa com aminoácidos misturados.

As fórmulas baseadas em caseína extensivamente hidrolisadas têm sido utilizadas por mais de 40 anos. Nestes formulados, a fonte de nitrogênio está presente na forma de peptídeos e aminoácidos livres. Eles apresentam baixa reações clínicas de alergia, têm sabor desagradável e são caros.

Os formulados com proteínas do soro extensivamente hidrolisadas são relativamente mais novos, sua fonte de nitrogênio são peptídeos e são mais palatáveis do que as formulas com caseína hidrolisada.

Os formulados com proteínas parcialmente hidrolisadas podem ser menos alergênicos do que o leite de vaca (menor percentual de alergia em uma mesma população), mas contêm polipeptídeos que podem causar sintomas de alergia em cerca de 50% das crianças que apresentam alergia às proteínas do leite. Portanto, elas não são recomendadas para essas crianças.

Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

Os sintomas mais comuns da intolerância à lactose são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

Quais são os tipos de intolerância à lactose?

Existem dois tipos básicos de intolerância à lactose: a genética e a adquirida. A intolerância genética é maior em determinadas raças de seres humanos. Assim, são intolerantes genéticos à lactose cerca de 90% dos asiáticos (chineses, japoneses, filipinos, coreanos etc.), 75% dos negros, árabes, judeus, gregos cipriotas, esquimós, índios e cerca de 15 % dos europeus,. A intolerância genética, entretanto, só aparece após alguns anos de vida, dois a três anos por exemplo, apesar de haver raras exceções. Crianças de qualquer raça com menos de um ano, normalmente, são tolerantes à lactose. A intolerância aparece depois.

A intolerância adquirida ocorre quando houver fatores que possam causar doenças digestivas que promovem inchaço das vilosidades do intestino, que escondem a lactase e não deixam que ela exerça a sua função de hidrolisar a lactose. Neste caso, os mesmos sintomas de diarréia abundante e gasosa também ocorrerão. O inchaço das vilosidades pode ocorrer devido, por exemplo, à ingestão de alimentos contaminados (intoxicação, por exemplo), diarréia infecciosa, doença célica e parasitas, que poderão causar irritação do intestino. As crianças, cujos intestinos são ainda delicados, são especialmente vulneráveis à intolerância adquirida.

Entretanto, quando o problema inicial for resolvido (irritação das vilosidades), a pessoa deixa de ser intolerante à lactose, pois a enzima poderá continuar a exercer normalmente a sua função. Nos casos de intolerância adquirida, o leite e outros alimentos que tenham lactose devem ser removidos da alimentação até a normalização do intestino. Afortunadamente, todos os bebes voltam a ser tolerantes à lactose após a cura do problema original.

A intolerância adquirida à lactose é, portanto, reversível, enquanto que a intolerância genética é irreversível.

Um outro tipo de intolerância é aquele decorrente de cirurgias, quando, por exemplo, uma parte do intestino é removida. Neste caso, a quantidade de lactase no intestino pode se tornar insuficiente para hidrolisar a lactose, mesmo se, anteriormente à operação, a pessoa era tolerante à lactose.

Como se pode diagnosticar a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose pode ser diagnosticada por diversos testes, incluindo:

1. O teste de tolerância , que consiste em fornecer lactose pura ao paciente e a concentração de glicose no sangue é monitorada por duas horas. Se a pessoa for tolerante à lactose a concentração de glicose no sangue aumenta, e se for intolerante ela aumenta muito pouco ou não aumenta. Este teste não é usado em crianças muito novas pois a grande carga de lactose pode causar diarréia e desidratação, acarretando problemas sérios.

2. A monitoração da quantidade de hidrogênio nos gases exalados pela respiração, após a ingestão da lactose. O hidrogênio é produzido pela fermentação da lactose pelas bactérias quando ela chega ao intestino grosso, onde não deveria chegar. O hidrogênio é absorvido pelo intestino, transportado pela corrente sangüínea até os pulmões e, então, exalado pelo ar que sai. Se o paciente consumir leite, por exemplo, e se a concentração de hidrogênio do ar exalado aumentar, isto indica que a lactose não foi propriamente digerida. Este teste não é usado em crianças muito novas pois a grande carga de lactose pode causar diarréia e desidratação. Alguns medicamentos e alimentos, além de cigarro, podem interferir neste teste.

3. O teste da acidez das fezes é realizado para se determinar se a lactose chegou no intestino grosso, o que produz ácido lático e outros ácidos que acidificam as fezes. Este teste é útil em crianças muito novas e pode fornecer alguma idéia se a criança é intolerante à lactose.

Quanto tempo leva para aparecerem os sintomas da intolerância à lactose?

Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas.

Qual é a idade na qual a intolerância à lactose pode aparecer?

A intolerância à lactose pode aparecer em qualquer idade, mas geralmente crianças recém-nascidas não apresentam problemas de intolerância à lactose. A intolerância genética à lactose começa a se manifestar de um aos quatro anos. Com o passar dos anos a maioria dos adultos tende a diminuir a tolerância à lactose. Alguns podem se tornar intolerantes quando chegam à velhice, mesmo sem ter apresentando sintomas anteriormente.

Como tratar a intolerância à lactose?

Felizmente, a intolerância à lactose é muito fácil de ser contornada. Nenhum tratamento existe para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados pela dieta. Crianças muito novas que são intolerantes não devem comer alimentos com lactose. Mas a maioria dos jovens e dos adultos não precisa evitar a lactose completamente.

As pessoas diferem nas quantidades de lactose que podem ingerir: alguns podem tomar um copo de leite sem problemas, mas não podem tomar dois copos. Outros podem consumir queijos curados, mas não podem consumir queijos frescos. O controle da dieta para as pessoas intolerantes depende de se experimentar os limites que cada um suporta, usando a tentativa e erro.

Para aquelas pessoas que reagem a pouca quantidade de lactose, é possível encontrar no mercado leite cuja lactose foi hidrolisada na indústria, antes de ser comercializado. Já existe no mercado brasileiro leite UHT hidrolisado, ou com baixo teor de lactose, sendo produzido por diversas empresas. Este tipo de leite é semelhante ao leite UHT, com sabor normal, contendo todos os nutrientes do leite, apesar de ser um pouco mais doce. Já existe também o leite hidrolisado em pó. O leite hidrolisado pode ser usado para fazer iogurte, bolos, pudins etc. e não causará problemas de intolerância.

Em outros países, é possível comprar a lactase em pó ou em solução, para ser usada diretamente pela pessoa intolerante à lactose. O leite é fervido e algumas gotas são adicionadas por litro de leite, que é guardado na geladeira por 24 horas para realizar a hidrólise. Depois, o leite pode ser consumido sem problemas.

Um desenvolvimento recente são pastilhas mastigáveis contendo lactase, que ajudam as pessoas a digerir alimentos sólidos contendo lactose. Três a seis tabletes são ingeridos logo antes da ingestão do produto contendo lactose.

O que é a lactose “escondida”?

A lactose pode ser ingrediente de diversos alimentos, e as pessoas que apresentam tolerância muito baixa à lactose podem apresentar os sintomas, mesmo quando ingerirem quantidades muito baixa. Deve-se ler com atenção os rótulos dos alimentos, incluindo os ingredientes. Preste atenção em subprodutos do leite, incluindo, soro, leite em pó etc.

Quanto tempo dura a intolerância à lactose?

A intolerância genética à lactose é permanente, e a intolerância adquirida é temporária. Deve ficar claro que a intolerância à lactose não é uma doença. É uma conseqüência natural do avançar da idade em algumas das pessoas.

Eu tenho intolerância à lactose, eu deveria desistir dos produtos de laticínios?

Certamente não. Além de não ser necessário, não é uma boa idéia. Adultos e crianças precisam dos nutrientes do leite para se manter saudáveis. Existem diversos meios de você se alimentar de produtos de laticínios sem apresentar os desconfortos da intolerância. Tente descobrir seu próprio nível de intolerância à lactose. Experimente beber pequenas quantidades de leite de uma vez e, então, beba mais vezes durante o dia. Beba o leite com outros alimentos e não com o estômago vazio. O leite integral é melhor tolerado porque ele é digerido mais lentamente do que o leite desnatado. Produtos como o iogurte e queijos curados podem ser melhor tolerados. Experimente o leite hidrolisado.

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O que você precisa saber sobre intolerância à lactose

Há pessoas que produzem pouco ou quase nada de lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite). Quando isso acontece há complicações com a dingestão de um volume maior de leite. Mesmo não sendo um quadro perigoso, os sintomas são desagradáveis. A produção da lactase diminui com a idade, por isso a intolerância a lactose é mais comum entre adolescentes e adultos do que em crianças.
 
Sintomas da intolerância à lactose
Os sintomas da intolerância à lactose dependem da quantidade da enzima (lactase) produzida.
 
1. A maioria das pessoas intolerantes à lactose, normalmente, é capaz de digerir até 1 copo (240 ml) de leite de uma só vez. Nesse caso não existem sintomas.
 
2. Quando ingerem mais do que 1 copo (240 ml) de leite de uma só vez desenvolvem os seguintes sintomas: náuseas, cãimbra, distensão e cólica abdominal, flatulência e diarréia. Isso ocorre entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de alimentos que contenham lactose.
 
3. No caso de intolerância congênita ou total à lactose (de ocorrência mais rara), os sintomas ficam mais agudos. Nesse caso, o leite e derivados (com lactose) devem ser totalmente excluídos da alimentação.
 
A maioria dos intolerantes à lactose desenvolve o quadro com o passar do tempo e muitos deles convivem com a deficiência enzimática e só percebem esses sintomas depois de muitos anos.
 
O diagnóstico da intolerância à lactose
Há três exames mais comuns utilizados para detectar a intolerância à lactose, feitos em consultórios ou clínicas. São eles:

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose.Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.
 
2. Inalação de hidrogênio: este exame mede a quantidade de hidrogênio expirado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e chegando aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma bebida com dose concentrada de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose. Este exame não é indicado para crianças pequenas. Se um bebê ou criança muito pequena manifesta sintomas de intolerância à lactose aconselha-se trocar o leite de vaca pelo de soja e observar os sintomas.
 
3. Deposição de ácidos: trata-se de um exame indicado para tanto para crianças pequenas e para as mais velhas. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.
 
Tratamento da intolerância à lactose
A intolerância à lactose é relativamente fácil de tratar e controlar os sintomas por dietas. No caso de crianças pequenas basta excluir o leite e outros alimentos que contenham lactose.

Já as crianças mais velhas e dos adultos não precisam cortar radicalmente o leite da alimentação, pois a maioria consegue digerir pequenas porções de leite de cada vez. Em boa parte dos casos, estes devem beber no máximo 1 copo de leite (240 ml) de cada vez e toleram bem os alimentos preparados com leite, como bolos, sorvetes e cremes.

Na realidade, a intolerância no controle da lactose nas dietas depende da experiência que cada pessoa já tenha tido. Para aqueles que reagem a pequenas quantidades de lactose é preciso optar pelo leite com baixa lactose, disponível no mercado em embalagem Tetra Pak.

Cuidando do cálcio
Quando o assunto é cálcio o leite e outros produtos lácteos são a maior fonte deste mineral, essencial para a formação e a manutenção da estrutura óssea. Por isso, não dá para simplesmente excluir este alimento do dia-a-dia.

Em pessoas mais velhas ou de meia idade, a falta de cálcio pode deixar os ossos fracos e frágeis, tornando-os suscetíveis a quebras com facilidade (osteoporose).

Os intolerantes à lactose devem optar pelo leite com baixa lactose ou incluir na dieta habitual outros tipos de alimentos ricos em cálcio. As melhores opções são o queijo, que têm teor muito pequeno de lactose, pois boa parte dela já se transformou em ácido láctico e já não é mais problema. Há outros alimentos que podem contribuir com a necessidade diária de cálcio, mas não são suficientes. São eles: sardinha, bacalhau, nozes, avelã, feijão, couve, amêndoa, grão-de-bico, brócolis e soja.

Autor: Canal Leite / Tetrapak

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Fatos sobre a intolerância à lactose

Já faz quase uma hora que você terminou de saborear o seu sorvete ou queijo prediletos. Sente um peso no estômago e mal-estar; além disso, você tem gases. Mais uma vez procura alívio tomando um remédio que começou a levar consigo. Agora você chegou num ponto em que se pergunta: “Por que o meu estômago é tão sensível?”

Se tiver náusea, cólica, inchaço, gases ou diarréia depois de ingerir leite ou derivados de leite, talvez você tenha intolerância à lactose, que é uma reação ao consumo de laticínios. O Instituto Nacional de Diabetes e de Doenças Digestivas e dos Rins relata que “entre 30 milhões e 50 milhões de norte-americanos têm intolerância à lactose”. Segundo o livro The Sensitive Gut (O Sensível Aparelho Digestivo), publicado pela Escola de Medicina de Harvard, estima-se que “até 70% da população mundial tem algum tipo de problema com a lactose”. Então o que é a intolerância à lactose?

A lactose é o açúcar natural do leite. O intestino delgado produz uma enzima chamada lactase, cujo trabalho é separar a lactose em dois tipos de açúcar menos complexos chamados glicose e galactose. Esse processo permite que a glicose seja absorvida pela corrente sanguínea. Se não houver lactase suficiente para realizar essa tarefa, a lactose inalterada chega ao intestino grosso e começa a fermentar, produzindo ácidos e gases.

Esse quadro clínico — chamado intolerância à lactose — é o responsável por alguns ou todos os sintomas apresentados acima. A lactase é produzida em grande quantidade durante os primeiros dois anos de vida, havendo depois um declínio constante em sua produção. Portanto, muitos podem com o tempo desenvolver esse quadro clínico, mas sem chegar a percebê-lo.

É algum tipo de alergia?
Alguns concluem que são alérgicos ao leite devido às reações que têm após ingerirem algum laticínio. Então qual é o diagnóstico? Alergia* ou intolerância? Segundo alguns alergistas, as verdadeiras alergias a alimentos são raras, afetando apenas entre 1% e 2% da população em geral. Essa estimativa aumenta um pouco quando se trata de crianças, mas não chega a 8%. Embora os sintomas da alergia e da intolerância à lactose sejam similares, há diferenças entre eles.

Os sintomas de alergia alimentar aparecem quando seu sistema imunológico se defende — produzindo histamina — contra algo que você comeu ou bebeu. Alguns sintomas são inchaço dos lábios ou da língua, urticárias ou asma. A intolerância à lactose não provoca esses sintomas porque o sistema imunológico não é ativado. Ela nada mais é do que a incapacidade do organismo de assimilar certo alimento, tendo uma reação como conseqüência.

O que pode ajudá-lo a entender a diferença?
O livro The Sensitive Gut responde: “As verdadeiras reações alérgicas . . . acontecem minutos depois da ingestão de um alimento agressor. Os sintomas que ocorrem mais de uma hora depois muito provavelmente indicam que se trata de intolerância.”

O efeito em bebês
Pode ser angustiante tanto para o bebê ou criança pequena como para os pais, quando o organismo dos filhos reage mal à ingestão de leite. Se uma criança tiver diarréia, poderá ficar desidratada. Convém que os pais consultem um pediatra. Quando a intolerância é diagnosticada, alguns médicos recomendam substituir o leite por suplementos, trazendo para muitas pessoas alívio dos sintomas angustiantes.

É mais preocupante quando o diagnóstico é de alergia, o que leva alguns médicos a prescrever um anti-histamínico. No entanto, se a respiração ficar comprometida, o médico terá de fazer mais para aliviar os sintomas. Em casos raros, pode ocorrer um quadro clínico potencialmente fatal chamado anafilaxia.

Se um bebê começa a vomitar, o problema pode ser a galactosemia, uma doença rara. Conforme mencionado antes, a lactase separa a galactose da lactose, mas a galactose precisa ser convertida em glicose. Se houver um acúmulo de galactose no organismo, as conseqüências poderão ser lesão hepática, deformidade renal, retardamento mental, hipoglicemia e até mesmo catarata. Conseqüentemente, é fundamental a eliminação rápida e completa da lactose na alimentação do bebê.
ESTES PRODUTOS TAMBÉM PODEM CONTER LACTOSE:
Pão ou alimentos à base de pão
Bolos e biscoitos
Balas
Pó para fazer purê de batatas instantâneo
Margarina
Diversos medicamentos, prescritos ou não
Pó para o preparo de panquecas, biscoitos e doces
Cereais matinais processados
Molhos para salada
Frios
Sopas

A intolerância à lactose é séria mesmo?
Certa jovem tinha sintomas crônicos de gases e cólicas estomacais. Seu quadro clínico se agravou tanto que ela procurou ajuda médica. Depois de alguns exames, o diagnóstico foi de uma doença inflamatória do intestino.# Foi prescrita uma medicação para controlar a doença, mas ela não cortou os laticínios de sua alimentação e os sintomas persistiram. Depois de algumas pesquisas, ela percebeu que sua alimentação poderia ser responsável pelo problema e começou a evitar, de maneira sistemática, certos alimentos. Por fim, eliminou os laticínios e os sintomas desapareceram! Depois de um ano, fizeram-se mais exames e seu médico lhe disse que ela não tinha doença inflamatória do intestino. Ela sofria de intolerância à lactose. Imagine o alívio que ela sentiu!

Até o momento, não há tratamento que faça o organismo produzir lactase. No entanto, a intolerância à lactose não é considerada fatal. Então, o que pode ser feito para lidar com os sintomas da intolerância à lactose?

Por meio de tentativa e erro, alguns conseguiram detectar a quantidade de laticínios que podem ingerir. Observando a quantidade de laticínios consumidos e as reações do organismo, você descobrirá a quantidade que pode consumir.

Algumas pessoas decidiram retirar por completo os laticínios de sua alimentação. Ao fazer pesquisas ou consultar um dietista, encontraram maneiras de suprir as necessidades de cálcio com algumas hortaliças e alguns tipos de peixes e de nozes, que contêm alto teor de cálcio.

Para aqueles que querem continuar a saborear os laticínios, existem no mercado produtos com lactase, quer na forma de cápsulas quer de líquidos, que auxiliam o intestino a converter a lactose e aliviam os sintomas da intolerância à lactose.

No mundo de hoje, cuidar da saúde pode ser desafiador. Mas graças à pesquisa médica e ao poder de recuperação do organismo, podemos lidar com esse problema até o dia em que “nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’ ” — Isaías 33:24; Salmo 139:14.

* Também chamada de hipersensibilidade.

Algumas doenças inflamatórias do intestino são: doença de Crohn e colite ulcerativa. Esses dois tipos de doenças talvez requeiram a extirpação de parte do intestino. Complicações de doenças inflamatórias do intestino podem ser fatais.

Autor: Watch Tower Bible

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As emoções da grávida

Logo no início da gestação, a futura mamãe já tem uma certeza: conviver com a complicada gangorra de emoções que caracterizam a gestação.

Num dia acorda bem, feliz , e acha o máximo aquela “barriguinha”\’ No outro, não quer nem olhar para o espelho e enfrenta um insuportável mau humor.

Pois é… a gravidez não é tão rósea como te contaram. Existem todas as mudanças físicas, associadas aos hormônios, bem como a insegurança e a ansiedade, sentimentos que sempre acompanham as situações novas.

Gestar é lidar com algo completamente novo, desconhecido, a mulher fica naturalmente mais sensível, apreensiva e até chorosa.

Uma gestação dura 4 trimestres. ( Isso mesmo, 1 ano inteirinho! ) São 9 meses com o bebê dentro da barriga e 3 com ele no colo.

Primeiro trimestre: Período de descobertas e de muita instabilidade. O corpo ainda não se modificou muito, mas dúvidas não faltam à gestante: se é a hora certa para ter um bebê, se será boa mãe, se o bebê será perfeito, se o marido continuará gostanto dela, mesmo barriguda, etc.
Como resultado de tanta ansiedade, uma queda da libido e um estado de irritação constante.

Daí podem surgir também os enjôos , desmaios e crises de choro, que funcionam como símbolos inconscientes, mas muito concretos dessa gestação.

Segundo trimestre: Aí vem um período de paz. Agora seu corpo já assumiu os contornos da gravidez, seu bebê já aparece na tela do ultra-som e o futuro pai já se sente mais encorajado a se aproximar da barriga. Provavelmente, você terá muitos momentos de alegria com esse bebê mexendo, e sua disposição estará em alta.

Terceiro trimestre: De novo as preocupações com o bebê voltam à tona, acompanhada da ansiedade e temores em relação ao parto.

Quarto Trimestre: Agora seu filho já está no colo e esse é o melhor lugar para ele nesses primeiros 3 meses, mesmo porque ele não sabe que nasceu (portanto não vai ficar mal-acostumado). Mas ele sente saudades da barriga e só o contato com você pode ajudá-lo a sentir-se confortável.
Aproveite mais um pouquinho essa gestação que continua, só que externamente.

Dicas para todos os meses:

* Nos momentos mais difíceis, respire fundo, beba um copo de água e lembre-se que é uma fase transitória, quer dizer, que logo passa.

* Não guarde as dúvidas e medos só para si, divida com seu médico, amigas e seu companheiro.

* Procure um bom curso para gestantes e uma atividade física como hidroginástica, yoga ou relaxamento.

• Reserve alguns minutos diários para cuidar de si mesmo e do seu corpo grávido.

Autor: Clarice Skalkowicz Jereissati
Psicóloga

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Quanto os pais vão gastar com esse bebê até a pós graduação

Já não se cria um filho como antigamente. A emoção, claro, é a mesma desde sempre. As preocupações, contudo, hoje são bem diversas. Entre todas as inseguranças dos pais em relação aos pequenos, uma delas ganhou lugar de destaque: os gastos com educação. Há poucos anos, a escola nem mesmo entrava na lista de desembolso. O Brasil tinha bons colégios públicos, e a escola não fazia parte do orçamento familiar. Isso mudou, e muito. O presente e o futuro de Luís Eduardo, o Dudu, de 10 meses, o garoto da foto ao lado, ajudam a entender a equação.

Seus pais deixarão cerca de R$ 264 mil nos caixas das instituições de ensino do maternal até a pós-graduação do pimpolho. Caro? Muito. Então, para conseguir cumprir essa missão, é fundamental elaborar um eficiente planejamento financeiro. Trata- se, portanto, de diluir essa despesa ao longo do crescimento dos filhos. É a melhor maneira de garantir todos os diplomas da prole, sem levar sustos. O segredo básico: começar a poupar o quanto antes, ainda na infância. E tem mais – é preciso disciplina. “Em outros tempos, os pais começavam a pensar nos estudos apenas com os filhos já adolescentes”, diz Jorge Nasser, diretor do Bradesco Previdência. “Hoje, as crianças já saem do berçário com o investimento desenhado.”

O casal João Francisco Viseu de Barros e Giselle Sabatini de Barros, os pais de Dudu, seguiram à risca essa lição. Fizeram um plano de previdência, o Prever do Unibanco, para começar a poupar para os estudos do filho. Iniciaram as aplicações quando a criança tinha apenas quatro meses de vida. Depositam R$ 60 todos os meses. Misturam renda fixa e seguro de vida. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças e o aniversário, a poupança do filho é turbinada. Os depósitos mensais chegam a triplicar. “Quero dar ao Dudu, a possibilidade de estudar em boas escolas, faculdade e ainda cursar uma MBA”, diz Viseu. Com essa estratégia financeira, Viseu pretende acumular, no mínimo, R$ 40 mil até o filho completar 18 anos. Assim, terá uma boa parte dos recursos necessários para a graduação.

Há, entre os pais, uma predileção: os planos de previdência privada. A engenheira Mara Regina Ignácio, mãe de três adolescentes, já utiliza os benefícios fiscais desse tipo de produto financeiro. Por meio da corretora Estar Seguro, Mara paga R$ 127 por mês para cada uma das filhas. A meta é bancar os estudos, mas a aplicação, no futuro, também pode ser destinada a aposentadoria das mocinhas. Caso não precise fazer saques, o patrimônio vira um seguro de previdência. Assim como o plano escolhido por Mara, existem diversos produtos desse modelo no mercado. A maioria se difere apenas entre os formatos classificados como PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre). No primeiro, você pode abater até 12% da renda bruta anual do imposto renda. O VGBL não tem a dedução fiscal.

Os planos de previdência são campeões de preferência porque, além dos incentivos tributários, têm valor mínimo de aplicação reduzido. Em média, com R$ 50 mensais é possível adquirir o produto. No Banco Itáu, por exemplo, 50% dos fundos estão em nome de crianças. São cerca de 70 mil jovens. Entre os clientes, Túlio Canonico, de 41 anos, utiliza o First Flexprev para assegurar a educação de sua filha Juliana, de dois anos. Ele aplica R$ 200 mensais. “É uma questão de precaução”, diz Canonico. “Afinal, quando ela estiver entrando na faculdade, eu já vou estar me aposentando.” Existem várias outras formas de planejar a educação. Hoje, os bancos e corretoras oferecem ainda fundos, clube de ações, títulos públicos e seguros que têm como objetivo final fazer caixa para bancar a faculdade. “Todos as poupanças são muito saudáveis. É só saber escolher o que se encaixa mais com seu perfil”, diz a consultora Cássia D\’Aquino. O principal requisito é ser fiel ao investimento. “Não vale sacar ou deixar de aplicar o dinheiro na primeira dificuldade financeira”, completa.

Ousadia. Para aqueles que não temem o risco do mercado acionário, é possível investir em ações. Há cinco anos, a corretora Coinvalores lançou o fundo Kids. A aplicação mínima é de R$ 500 e as movimentações são a partir de R$ 100. A taxa de administração é de 0,5% ao ano. O produto é exclusivo para menores de 18 anos. Quando os filhos atingem a maior idade podem sacar a grana. “É uma forma de diversificar as economias”, afirma Paulino Botelho, diretor da Coinvalores. Para aqueles que querem montar a própria carteira, os analistas sugerem papéis de companhias pagadoras de dividendos como a Souza Cruz e Vale do Rio Doce. Entre as alternativas para a realizar a poupança acadêmica, o consultor de finanças pessoais Mauro Halfeld sugere ainda a compra direta de títulos da dívida do Tesouro Nacional. A aquisição pode ser feita pela internet. A aplicação oferece ganhos de aproximadamente 10% ao ano. No entanto, saiba que até mesmo a tradicional caderneta de poupança, o porto seguro das finanças, pode ser uma boa aliada para juntar o dinheiro educacional. Logo depois do nascimento, Beatriz Ribeiro Santos ganhou de presente um extrato dessa aplicação. Seus pais, Mário Ivan Santos e Lucélia Helena Ribeiro, têm motivos de sobra para se preocuparem com a filha. Beatriz, de cinco anos, é portadora de uma doença auditiva,

o que pode futuramente requerer um colégio especial, logo, mais caro. Ivan começou reservando R$ 300 mês a mês. Quando, acumulou cerca de R$ 4 mil transferiu o dinheiro para um fundo de investimento em renda fixa do BankBoston. O objetivo é melhorar a rentabilidade. Atualmente, o ganho gira em torno de 1,8% ao mês, contra cerca de 0,7% da poupança. Com essa fórmula de investimentos diversificados, durante aproximadamente quatro anos, ele conseguiu poupar R$ 21 mil. O recurso já seria suficiente para pagar, por exemplo um ano do curso de graduação desejado pela Beatriz, Medicina Veterinária. Mas ele não parou, continua intercalando as aplicações. Começa na poupança, acumula R$ 4 mil de patrimônio e passa tudo para o fundo. “É fundamental para um pai que deseja o melhor para sua filha, protegê-la e garantir seu futuro acima de tudo”, conclui Ivan.

Truques básicos:

* Comece a aplicar o quanto antes, o retorno é de longo prazo
* Tenha disciplina e não deixe de manter os investimentos mensais
* Não saque o dinheiro na primeira dificuldade financeira
* Não se iluda. Escolha o produto mais adequado ao orçamento familiar

Autor: Carol Carloni

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Cólica do lactante | Colic in infants

O tema os pediatras conhecem. Há mais de um século. Todo pediatra que acompanha crianças no ambulatório tem uma opinião sobre a causa e tem sua conduta, mas, no fundo, tem muitas dúvidas, que não foram elucidadas nesse tempo todo. Talvez porque o problema tenha sido subestimado, apesar de ser queixa extremamente freqüentede causar grande ansiedade nos pais, familiares e ao próprio pediatra. Este não tem como comprovar suas próprias suposições porque não existem estudos organizados. O que existe são pesquisas fracionadas, cujos resultados lembram a história dos cegos que foram apalpar o elefante – cada um saiu com uma idéia parcial na certeza de ter conhecido o todo.

È por isso que o estudo de coorte de Saavedra e colaboradores é muito bem – vindo. É criativo num tema que parece rotineiro, tem sólidas bases epidemiológicas em um assunto em que predomina a opinião pessoal e sobram os problemas metodológicos.

Consultamos três livros de texto, dois nacionais e um clássico americano traduzido.

No livro do Instituto da Criança SP, a experiente pediatra Helda A. O. Penna admite que as cólicas sejam devidas a incoordenação do sistema nervoso autônomo ou constituição neuropática ou hipertônica, e que a origem mais freqüente é emocional do que primariamente gastrintestinal.

O livro editado pelo grupo da Escola Paulista de Medicina apresenta um enfoque psicanalítico, em que as cólicas são indicadoras do desajuste no relacionamento mãe-bebê, sendo o corpo utilizado como meio de expressão desse desconforto.

No tratado de Nelson, o autor se posiciona: “nenhum fator isolado explica sistematicamente a cólica” e “um médico solidário é importante para resolução do problema”.

São oportunas algumas considerações.

O termo cólica se refere a uma dor abdominal aguda, espasmódica.

A cólica lactante se refere ao choro súbito inexplicado e inconsolável (não responde às medidas habituais de conforto). A cólica típica se manifesta como um ataque paroxístico de choro forte, agudo, estridente, “em crescendo”. O lactante se estica, fica vermelho, vira a cabeça para os lados, as mãos fica crispadas, as coxas fletidas sobre o abdome; com freqüência ocorre a eliminação de gases, que parece trazer um alívio temporário. Com breves pausas, o choro pode se prolongar por horas; o choro é inconsolável, o que traz aos pais sentimentos de frustração e impotência.

Na prática, a cólica é freqüente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente.

Acontece que o choro é uma ferramenta, normal e fisiológica, de comunicação, usada pelo lactante nos seus primeiros meses de vida. Achar que existe um limiar a partir do qual o choro normal se transforma em cólica é ignorar o verdadeiro continuum que caracteriza os fenômenos biológico, sendo que, neste caso, a cólica seria o extremo do espectro normal da variação do choro. A cólica é um diagnóstico clínico, freqüentemente de exclusão, que não se apóia em nenhum dado de exame físico nem laboratorial. Mas os critérios clínicos pouco avançaram nos últimos anos, a tal ponto que os mais utilizados (com pequenas variantes) são os critérios de Wessel, publicados há quase meio século e conhecidos como a “regra dos 3″: duram pelo menos 3 horas, ocorrem pelo menos 3 dias por semana e pelo menos 3 semanas seguidas; desaparecem aos 3 meses de vida. Acresce o curioso fato do choro com “hora certa”, isto é, as cólicas ocorrem num horário predeterminado, geralmente no fim da tarde, início da noite (19-23 horas).

Na realidade, os critérios de Wessel foram desenvolvidos primariamente para propósitos de pesquisa, já que, para procurar a causa de um processo e respectiva terapia, para maximizar a força estatística, contém que a amostra seja constituída por casos puros, de diagnósticos indiscutível. Por isso, os critérios de Wessel apresentam mais especificidade do que sensibilidade, de modo que acarreta uma taxa alta de falso-negativos (deixam de incluir crianças com cólicas verdadeiras). Na prática, a cólica é diagnosticada em lactantes saudáveis sem causa detectável, cuja irritabilidade traz problemas consideráveis para as famílias que necessitam de assistência; por outro lado limita a aplicabilidade de possíveis achados de pesquisas sobre a cólica verdadeira.

A etiologia da cólica do lactante, que já é conhecida pelos pediatras há mais de um século, continua a representar um enigma. Diferentes causas que podem ser aditivas, mas freqüentemente são contraditórias, têm sido aventadas, e estas podem ser divididas em gastrintestinais e não gastrintestinais. A cólica pode ser uma variante normal e estaria relacionada a uma imaturidade fisiológica. É curioso notar que os prematuros têm o mesmo padrão de choro e de cólicas, e que atingem o pico com 6 semanas de idade gestacional, isto é, a mesma dos lactantes a termo.

Temperamento da criança, ansiedade dos pais (que pode ser agravada por inexperiência e falta de apoio), depressão materna, personalidade da mãe, problemas na dinâmica familiar e a personalidade da mãe, problemas na dinâmica familiar e a possibilidade da mãe, problemas na dinâmica familiar e a possibilidade de seqüelas emocionais são aspectos que já foram levantados e apaixonadamente debatidos.

Na esfera gastrintestinal foram levantadas algumas hipóteses cujas respectivas pesquisas não foram conclusivas:

Motilidade intestinal alterada – hiperperistaltismo colônico e pressão retal aumentada. Fala a favor dessa hipótese, a ação efetiva de alguns antiespasmódicos cujos efeitos colaterais, às vezes graves, impedem seu uso terapêutico.

Hormônios intestinais – a motilina, que exagera a peristalse intestinal, parece estar aumentada nos lactantes que sofrem de cólicas.

Excesso de ar intragastrintestinal – a aerofagia poderia ser causa, mas causa, mas também pode ser conseqüência do choro. O uso de antiflatulentos, como a dimeticona (freqüentemente utilizada na prática), não se mostrou mais eficaz que o placebo, em estudo multicêntrico randomizado, o que fala contra essa hipótese.

O excesso de gases também foi atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória da lactose, mas as primeiras pesquisas não foram confirmadas.

Tipo de aleitamento – não se verificou diferença significativa entre crianças em aleitamento materno e as que recebem mamadeira, embora um estudo tenha mostrado que o pico da freqüência de cólicas era mais precoce nas crianças em aleitamento artificial (duas semanas de vida).

Na prática pediátrica, os critérios de Wessel podem ser muito úteis para determinar a conduta. Os casos que se enquadram nesses critérios devem receber do pediatra explicação, tranqüilização e apoio. Os casos que se afastam muito dos critérios devem ser investigados.

Choro contínuo nas duas primeiras semanas de vida levantam a suspeita de fome, inclusive por mamadas ineficientes (controlar o peso). Nos casos associados à regurgitação acentuada e a mamadas nervosas, interrompidas, considerar refluxo gastresofágico, e nas famílias atópicas, em que o lactante apresenta choro acentuado logo após as mamadas, e especialmente se a criança tem outras manifestações alérgicas, pesquisar alergia ao leite de vaca, inclusive nas crianças que mamam leite de peito (exclusivamente).

Como toda boa pesquisa, a de Saavedra e de cols. Dá algumas respostas, como a influência do desmame precoce (embora a cólica vespertina também ocorra na criança amamentada), e levanta muitas dúvidas.

Seria interessante comparar os lactantes com cólicas diagnosticadas pelos critérios de Wessel e as crianças chorosas pela percepção da mãe. Quem sabe os autores se animem e profundem seu estudo num modo prospectivo e seqüencial, fazendo uma pesquisa epidemiológica e etnográfica, com entrevistas em profundidade e observações participantes.

Nesse sentido, a recente e excelente revisão de Bricks pode ser um ponto de apoio.

Autor: Jayme Murahovschi
Presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria. Jornal de Pediatria – Vol. 79, No. 2, 2003

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Má digestão e intolerância à lactose

Introdução
Muitas são as pessoas em Portugal que não bebem leite porque se sentem mal quando o fazem. Tendo em consideração a importância do leite na alimentação, é fundamental que percebamos que não o podemos eliminar categórica e irreversivelmente.

É caso para se perguntar: será que não posso mesmo continuar a beber leite?

O que é a Lactose?
Designamos por lactose o hidrato de carbono ou «açúcar» natural do leite. Trata-se de um dissacárido, ou seja um «açúcar» constituído por 2 unidades básicas: a glicose e a galactose.

O que é a intolerância à Lactose?
A intolerância à lactose é uma incapacidade para digerir doses significativas deste hidrato de carbono que é o mais abundante no leite. Resulta da deficiência de lactase, produzida normalmente pelas células que revestem o interior do intestino delgado. Esta enzima faz a divisão da lactose nos seus 2 açúcares constituintes. Só após tal divisão a assimilação pode ocorrer, já que a lactose não pode ser assimilada pelo organismo.

Quais são os sintomas de intolerância à Lactose?
A existência de lactase, mas em quantidade insuficiente, para efectuar a digestão de toda a lactose consumida tem repercussões que, não sendo necessariamente perigosas, podem ser particularmente perturbadoras.
Os sinais/sintomas incluem náuseas, dor abdominal, flatulência ou diarreia; a manifestarem-se 30 minutos até 2 horas depois de ingerir alimentos com lactose. A gravidade dos sintomas depende da quantidade de lactose que cada indivíduo consegue tolerar versus quantidade de alimento com lactose ingerido.

Algumas causas de intolerância à lactose são bem conhecidas. Por exemplo, lesões da parede do intestino, infecções. Para a maior parte das pessoas a intolerância desenvolve-se com a idade. Raramente é congénita, isto é, de nascença.

Tratamento
Não existe processo conhecido de aumentar a quantidade de lactase sintetizada pelo organismo, mas os sintomas poderão ser controlados pela dieta. Os intolerantes à lactose deverão evitar alimentos que têm lactose.
O problema coloca-se em relação ao leite – a fonte de cálcio por excelência. Se não podem beber leite por causa da lactose, como poderão estas pessoas prevenir a osteoporose?

Em primeiro lugar existem outros alimentos que têm cálcio, embora em muito menor quantidade. Estas pessoas deverão efectuar uma dieta rica nestes alimentos.

O iogurte é, por vezes, tolerado por intolerantes à lactose, apesar do iogurte também ter, ele próprio, lactose. O mesmo acontece com o queijo, designadamente quando este é envelhecido.

Hoje em dia há, porém, uma alternativa muito desejada e necessária porque permite às pessoas com intolerância à lactose continuar a beber leite usufruindo de todas as suas vantagens nutricionais que são, para além do cálcio: os outros minerais, as proteínas de elevado valor biológico e as vitaminas. Essa alternativa é um Leite de Digestão Fácil. Com efeito este leite apresenta reduções significativas do teor de lactose (cerca de 80%), podendo assim ser digerindo tranquilamente pela grande maioria das pessoas com este problema, garantindo não só todos os benefícios como também o sabor delicioso do leite.

Como saber se é intolerante à Lactose?
Se suspeita que, por manifestar os sintomas já assinalados após a ingestão de leite, é intolerante à lactose, então submeta-se a testes de pesquisa da sua intolerância. Para isso deverá dirigir-se ao seu médico e falar-lhe sobre esta possibilidade. Ele é pessoa mais certa para ajudar.

Autor: Mimosa / Portugal

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É cólica?!

As cólicas aparecem nos primeiros 3 meses, a partir dos 15 dias de vida do bebê, tanto em crianças que recebem aleitamento materno como em bebês alimentados artificialmente. Veja o que pode causá-las:

Imaturidade do sistema digestivo
Ele ainda não está totalmente desenvolvido e a digestão acelera o funcionamento dos intestinos, provocando espasmos – as cólicas.

Alimentos
Às vezes a cólica é uma reação a determinado nutriente que entra na alimentação da mãe ou no preparo da mamadeira. Ingridientes ricos em ferro ou a proteina do leite ingerido pela mãe (chocolates, queijos, etc…) podem provocar essa reação. O leite em pó pode prender o intestino da criança e provocar gases.

Stress
Criança e mãe experimentam uma nova rotina de vida e ficam por isso, altamente sensíveis. Na maioria dos bebês, o órgão de choque dessas mudanças é o intestino e, não por acaso, as cólicas se manifestam mais no final do dia, entre as 18 e as 21 horas, quando a família está exausta. A cólica pode ser apenas expressão desse cansaço. Ou o bebê chora porque tem necessidade de uma descarga emocional para se reorganizar ao final de um dia atribulado.

Deglutição de ar
A avidez ao sugar o seio materno ou um orifício grande demais no bico da mamadeira faz a criança engolir ar e provoca gases. Por isso a importância de colocar o bebê para arrotar após as mamadas.

Começou! O que fazer?

Só carinho
Deite o bebê de lado (essa posição ajuda a esvaziar o estômago), deite-se ao lado dele e acaricie-o dizendo palavrinhas suaves, de bom efeito calmante nessa hora.

Barriga contra barriga
Nada melhor que um contato pele a pele para recém-papais e recém-nascidos com cólicas. Ficar debruçado sobre um lugar quentinho diminui as dores.

Flexão das perninhas
Só deve ser aplicada longe do horário das mamadas. Coloque o bebê deitado de costas, segure suas pernas e flexione-as, precionando suavemente os joelhos contra a barriguinha. Depois estique as pernas e, repita o movimento várias vezes. Isto ajuda a eliminar os gases.

Uso de chás
O chá morno de erva-doce (sem açúcar) quebra as moléculas de gás facilitando a eliminação dos gases. Às vezes, uma fralda umedecida com chá morno de camomila sobre a barriga também ajuda.

Algumas dicas

* Evite o uso de álcool, cigarros e cafezinho enquanto estiver amamentando – as cólicas podem ficar mais intensas.

* Respeite os horários das mamadas – dar o peito ou a mamadeira para acalmá-lo piora as cólicas pela formação de mais gases.

* Evite ficar nervosa com as cólicas – sua ansiedade e insegurança são sentidas pelo bebê que reage com mais cólicas.

* Tenha em mente que esse período não dura mais que 3 meses e meio.

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